sexta-feira, 11 de maio de 2012

Como nos conhecemos...

Já te falei de muita coisa mas ainda não falei de como eu e o papá nos conhecemos... Bom podemos dizer que foi um tiro no escuro e algo espontâneo mas até à data, quase 3 anos volvidos, foi a melhor decisão de toda a minha vida. Aliás, com o teu pai, tudo o que faço sem pensar sai certo... Mas filho/a, isto não é para se levar muito à letra pois muitas vezes os nossos actos irreflectidos têm consequências que não esperamos. Connosco tivemos o factor sorte do nosso lado...

Com 17 anos os meus pais, teus avós, divorciaram-se. Foi uma época conturbada da minha vida... Apesar de ter aceite bem a nova realidade as coisas não estavam arrumadas como eu queria e por isso aos 20 anos saí de casa do teu avô com quem tinha ficado por causa da escola e decidi ir viver com a tua avó. As coisas correram ainda piores e para te resumir a tua tia P. arranjou uma casinha para a mamã e fui viver sozinha com as gatas e tocar a vida à minha maneira. Deixei a faculdade (uma enorme asneira mas que na altura foi necessário) e comecei a trabalhar em horário completo para ter as minhas coisas (já trabalho desde os 17 mas era em part-time e férias).

Um dia, em meados de Fevereiro de 2009, entro num chat da internet nem sei bem porque. Falei com algumas pessoas não me lembrando do que falámos até que o teu pai começa a conversar comigo. Ambos sozinhos, ambos sem nada para fazer, ele em Angola longe de tudo o que conhecia e eu sem programa de saídas com amigas.

Conversa puxa conversa quando demos por nós passávamos horas agarrados aos respectivos computadores a falar de tudo e nada. Eu acordava de manhã com recadinhos dele deixados no e-mail, palavras que me faziam rir e me deixavam esperançada por ter alguém tão parecido comigo e que em nada complicava a vida. Não te sei dizer quanto tempo falámos, não te sei dizer o que aconteceu mas apaixonei-me por ele por ser como era.

A 6 de Junho desse mesmo ano o teu pai regressa a Portugal e eu fui buscá-lo e conhecê-lo pessoalmente ao Aeroporto de Lisboa. A primeira vez que me viu beijou-me como nos filmes e abraçou-me como há muito não era abraçada, com confiança e respeito. Mas filha/o nem tudo são rosas porque infelizmente todos os perfumes e desodorizantes que o teu pai tinha foram roubados no hotel em Luanda e ele coitado, ao fim de 8h de viagem, cheirava tão mal mas tão mal que assim que chegámos a casa enfiei-o na banheira e dei-lhe uma esfrega. Depois de lavadinho e cheiroso decidi que queria ficar com ele e desde esse primeiro dia que vivemos juntos.

Se foi uma loucura? Foi! Se contei a alguém na altura? Nem pensar! Mas foi a melhor coisa que me aconteceu e a maior loucura que cometi: começar a viver com alguém no preciso momento em que conheço pessoalmente. Se mudaria alguma coisa? JAMAIS!!! E cuido que nem o teu pai quereria de outra forma. Ele é o meu melhor amigo e confidente. Confio no teu pai cegamente e para onde ele for eu vou. A palavra dele é uma só. É companheiro de brincadeiras, de choros, de alegrias. É o meu companheiro para a vida!

Dia 6 de Junho é, portanto, a nossa data e este ano comemoramos 3 anos juntos contigo a caminho!




2 comentários:

Sarokas disse...

Amei este post!!!!!!!!!!!!

Pobre(o)Tanas disse...

Somos malucos ou não somos, Sarinha? ;)