quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Muito resumidamente...

Depois de 24h com duas tentativas de indução, descolamento de membranas, sem comer e quase sem dormir, super cansados, voltámos para casa com nova indução para domingo de manhã.

Quase nenhuma dilatação e contracções poucas e irregulares.

Estamos tristes, esgotados e sem vontade de abrir os olhos tal a exaustão psicológica.

A Eva continua determinada em querer ficar na barriga e sinceramente a palavra "cesariana" nunca me soou tão bem... Mas querem evitá-la...

Se a miúda não desce, se não dilato, faço o que?

----------------------------


Filha, por favor, assim não! :(


(Imagem da Web)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A deitar os últimos foguetes!


Ainda por aqui passámos para te deixar uma música...

É o que estamos a ouvir os dois para descontrair e por isso tínhamos que partilhar este momento contigo.

De coração cheio, claro está :)


Não é o original do Billy Idol mas não lhe fica atrás ;)


Scooter - Eyes Without A Face


Agora sim...

Vamos descansar para amanhã :)



Preparando-te...


Estas últimas 24h de gravidez que me/nos restam - em que somos uma só, tu fazes parte de mim e eu de ti - têm sido calmas. Muito! Aguardo pacientemente algum sintoma mas já cheguei à conclusão que o frio que faz lá fora é superior à tua vontade de conhecer o mundo que te espera ansioso.

Os medos que me assolam vão e vêm, vão e vêm, vão e vêm assim como vou tendo picos de ansiedade que se desvanecem quando te sinto pontapear ou olho para as tuas botinhas cheirosas que anseiam que as enchas com os teus pézinhos. Entro numa embriaguez de sentimentos por ti. Tão nossos e apesar de nunca te ter visto com olhos de ser terreno, sei-te e conheço-te, amo-te e sei o que faria por ti sem pestanejar neste mundo e noutros que tivesse de percorrer.

Cá fora coisas boas e más te esperam mas estaremos aqui sempre para fazer uma barreira às más para que possas receber apenas o bom. Algumas coisas passarão por nós, filha, pois que somos humanos e vencíveis perante muitas contrariedades da vida mas naquilo que pudermos, faremos. Porém também precisarás de alguns empurrões para que te sejam abanados sentimentos e venham à tona faculdades de sobrevivência. 

Faz parte.

Sinto que seremos bons pais e terás uma boa família à tua espera. E não terás, certamente, falta do que nunca tiveste ou daquilo que poderia fazer de ti uma menina mais infeliz pois os meus erros não deixarei que te absorvam a essência ou qualquer percentagem da tua felicidade. Esses são meus e aquilo que tenho de carregar sozinha.

Nada disto é fácil aqui fora, Eva. Nada mesmo. Mas creio que a vida e claro, nós, te daremos ferramentas para que te ajudem na tua longa caminhada. Nós conseguimos com todos os tropeções que demos e a vida nos fez dar, com toda a certeza que tu, minha filha, conseguirás. E tantos os que se arrastam por esse mundo cheios de dor e conseguem erguer o corpo e o espírito uma vez mais sem quaisquer ajudas. Há que erguer a cabeça sempre, sem medo, por mais assustador que seja o que os nossos olhos possam vislumbrar.

E tu serás forte!

Nestas últimas horas de gravidez, pretendo recolher-me interiormente, tratar de mim e adormecer até amanhã de manhã. Esperar por ti e ter forças para te separar do meu corpo fisicamente pela primeira vez e única nestes 9 meses. E aí serás independente, Eva. Logo que nos teus pulmões o oxigénio entre, a tua escalada cá fora começa. A cada dia que passará a tua vida será diferente. E nós queremos acompanhar-te. Sem te tapar o sol que te aquecerá durante o dia ou tapar a luz da lua que te iluminará os passos na escuridão. Presentes sim mas sempre ao teu lado sem te tirar o mérito das tuas conquistas.

De ti, filha, apenas esperamos uma única coisa: que sejas feliz!


(Imagem da Web)


Até já, filha!


Kinobe - Slip Into Something More Comfortable





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pais em 2012: Corajosos, irresponsáveis ou optimistas?


Deixo aqui uma parte de um artigo do Público que achámos interessante.

Pela parte que nos toca achamo-nos corajosos, optimistas e até quarta-feira, o mais tardar, irresponsáveis :)

Passo a transcrever:


"Prometem substituir a Playstation por brincadeiras em poças de água. Seguram-se na importante almofada que é a retaguarda familiar — muitas vezes chamada avós. Fazem contas à vida e reclamam da falta de apoio do Estado às famílias. Alguns ponderam emigrar. Muitos estão desempregados. Todos se sentem inseguros mas quase todos se dizem optimistas. Os pais de 2012 tiveram filhos que são também filhos da crise
Ter um filho em 2012 é um acto de coragem, irresponsabilidade ou um sinal de optimismo? Lançámos a pergunta aos nossos leitores e esperámos pelas respostas. Recebemos muitas histórias que falam nessa parte tão importante da vida que é ter um filho. São todas diferentes e todas iguais. Diferentes nos detalhes e iguais na declarações de uma vontade, um sonho, um plano de vida que falou mais alto do que a crise. Apesar das muitas dificuldades, admitindo tantos medos e riscos, tiveram, em 2012, o primeiro filho ou mais um. Não interessa. Asseguram que vale a pena. Bárbara, Maria João, Filipe, André, Mariana, Mattia, Constança, Inês, Margarida, Júlia... são bebés nascidos na crise em Portugal.
É verdade que nos testemunhos sobram as descrições de um sentimento que tem tanto de enternecedor como de ridículo. É verdade que os e-mailsenviados são cartas de amor. “O nosso pequenote é a maravilha mais perfeita que existe (...) Lutar nunca me pareceu tão material e humano, nunca me pareceu tão concreto. Quem diria que uns bracinhos tão pequenos e umas mãozinhas tão frágeis poderiam dar um empurrão tão forte?”, escreve Francisco Pessanha. “Para mim que sempre quis ser mãe, que crise pode ofuscar aquele sorriso de gengiva ainda despida todas as manhãs?”, pergunta Sofia Pereira, mãe de uma menina “mais planeada do que o 11 de Setembro” com quase 11 meses.
Mesmo quando o discurso nos parece ser o mais realista possível, o coração acaba por sair pela boca. “Na minha opinião, e falando de uma forma mais fria, não há vantagens em ter um bebé. Choram, fazem cocós, chichis, trocam-nos os sonos, fazem-nos gastar bastante dinheiro (quartinho, banheira, roupas, cuidados de saúde, etc.) e para não falar da vida atribulada para conciliar o trabalho com a rotina do bebé. Mas depois, quando ele dorme no nosso colo ou fica a olhar para nós, isso tudo é esquecido e sentimos que a vida ganha um novo propósito”, diz um pai que se identifica como RA.

Queda brutal da natalidade
As decepcionantes estatísticas da natalidade são conhecidas. Fala-se num “inverno demográfico” que dura há 30 anos e que se agrava a cada ano que passa. No início deste mês uma das notícias do PÚBLICO referia em título que “2012 vai ser o ano com menos bebés de que há registo”. Até ao final do ano, o número de crianças nascidas em Portugal não deverá ultrapassar os 90 mil e, com isto, o país é “campeão” nos dados que confirmam a queda da taxa bruta de natalidade na Europa. Cientistas, Governo, Presidente da República, Igreja unem-se no apelo que diz que Portugal precisa de mais bebés. Porém, estas vozes são abafadas pelo poderoso grito da crise que nos exige cada vez mais cortes e contenção.
Os pais de 2012 vivem ao som deste grito. Nos testemunhos enviados ao PÚBLICO, todos fazem contas à vida. Nas histórias onde o desemprego não está de facto já presente, a pura ameaça assusta. E, mais uma vez, a terrível estatística: 15,9% da população portuguesa está desempregada.
Alda Silva chora com medo e chora de rir. As lágrimas que caem por causa do medo são pelo dia de amanhã. As que são empurradas pelas gargalhadas são da inteira responsabilidade de Maria João, com pouco mais de um ano. A filha de Alda nasceu quando a mãe tinha trabalho. No final da licença de maternidade, o contrato acabou e Alda ficou no desemprego. Alda e Maria João estão 24 horas juntas. “Como vivo? Vivo com medo... muito medo do incerto”, escreve.
Nunca como agora o argumento de “ter condições” para ter um filho foi tão influente. Esta não é a melhor altura para aumentar encargos. Em troca ouvimos de resposta o que também já sabemos de antemão: é muito difícil reunir todas as condições para ter um filho, em tempo de crise ou sem ela. O pediatra Mário Cordeiro está deste lado: “Não creio que se deva ser leviano, quanto ao ter filhos, mas também não se deve pensar ‘de mais’ no sentido de só os ter quando estiverem reunidas ‘todas as condições’. Nunca será o caso.”
“Não há momentos perfeitos!”, confirma Mariana Castro, uma das mães de 2012, que quando contou à sua mãe que estava grávida viu o sorriso da futura avó suspenso por causa da crise. “A minha mãe ficou assustada, disse que as coisas estavam complicadas e que estando a crise longe de acabar tinha sido um pouco precipitado.” Casada desde 2009, Mariana não quis mais adiar o sonho. Hoje a filha tem mais de nove meses e a somar às “dificuldades, desemprego, trabalhos pouco estáveis, etc.” há as contas com as “vacinas fora do Plano Nacional de Vacinação, os leites, os remédios”.
Pronto, as condições perfeitas não existem. Mas... agora? Porquê agora? Porquê logo agora em plena crise? A socióloga Vanessa Cunha acredita que o “factor idade” será um dos mais determinantes na decisão. “Muitas destas pessoas não podiam esperar mais e não quiseram adiar o projecto de parentalidade, sob pena de o comprometer. Muitas terão pensado “é agora ou nunca”.
A socióloga acertou na ideia que se repete em muitos testemunhos e acertou mesmo na frase exacta. “Tenho 38 anos e estou grávida do segundo filho. O primeiro tem nove anos. Eu e o pai decidimos ter este filho porque estamos os dois com cerca de 40 anos e estamos cansados de esperar por um contexto económico mais favorável, que nunca chega! (...) Como a vida não espera por nós, decidimos que era agora ou nunca!”, diz Patrícia Costa.
Almofada familiar
Há o alarme do relógio da fertilidade mas há também o que Vanessa Cunha chama “almofada familiar”. Chegamos aos avós, algo que pode fazer toda a diferença entre ter e não ter (mais) um filho. Podem ser outros membros da família, mas em alguns dos testemunhos enviados está a referência (e uma reverência) aos avós. Ou porque ajudam financeiramente — pagando algumas contas e compras — ou, simplesmente, porque estão ou vão estar lá, para tomar conta dos netos ou para ir buscá-los à creche.
Os avós servem de almofada e também de inspiração pelo seu passado. São muitas as frases dos pais de 2012 que começam com a expressão “no tempo dos meus avós”. Um tempo também difícil mas em que tudo se arranjava, em que havia sempre espaço para mais um na mesa e os filhos “se criavam”. Uma ideia demasiado romântica para as expectativas que temos hoje para os nossos filhos, avisa Vanessa Cunha. É que o tempo desses avós foi também um tempo em que muitas crianças apenas completavam o 4.º ano de escolaridade e depois iam trabalhar, um tempo em que os nossos indicadores de mortalidade infantil estavam muito longe do sucesso e progresso que foi conquistado nos últimos 30 anos. “Acho que ninguém quer voltar atrás, até esse tempo”, corrige Vanessa Cunha.
A “almofada familiar” torna-se ainda mais essencial na decisão de ter um filho perante a escassez de apoios públicos à família. Os pais queixam-se. “A falta de oferta pública de infra-estruturas torna um bebé muito caro e condiciona com certeza muitas famílias em terem um ou mais filhos”, acredita Rita Cabaço, 35 anos, mãe de um filho. A falta de creches públicas é um alvo concorrido nas histórias dos pais de 2012 mas critica-se também a insuficiência de subsídios de apoio e, especificamente, as alterações drásticas no abono de família. “Havia um contrato de cooperação entre o Estado e as famílias e as regras foram radicalmente alteradas, sem qualquer perspectiva futura”, nota Vanessa Cunha.
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas tem denunciado este Estado ausente e negligente. “É preciso que o Estado reconheça os encargos que as famílias com filhos a cargo têm e que estes deverão ser contabilizados na hora de avaliar a capacidade financeira das famílias: neste momento, para o cálculo da taxa do IRS e para a isenção das taxas moderadoras, os filhos contam zero, enquanto para o abono de família valem apenas como meia pessoa”, lê-se num comunicado publicado este ano no site.
Karin Wall, socióloga e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e directora do Observatório das Famílias e das Políticas de Família, acha que este abandono que os pais de 2012 sentem em relação ao Estado é legítimo. As alterações ao abono de família já em 2004, com Bagão Félix, deixaram de fora uma grande parte das famílias, reservando para este apoio apenas os mais pobres. O cheque mensal não era elevado mas, sublinha a directora do Observatório das Famílias, “é uma mensagem que o Estado dá de apoio às famílias e que deixou de existir”. “No caso de apoio económico às famílias, há uma série de instrumentos que passaram de um esquema universal para um selectivo”, constata.
Mas Karin Wall põe alguma água na fervura. “Há apoios em várias áreas. Na última década houve um empenhamento grande para aumentar o número de creches que são subsidiadas pelo Estado e que funcionam como IPSS (instituições particulares de solidariedade social). A taxa de cobertura para creches e amas entre os 0 e os 3 anos aumentou para 37%, acima do objectivo europeu dos 33%”, contrapõe.
A mensagem que hoje vem do Estado é aguentar, consumir menos, cortar, racionalizar. Algo que bate de frente com o crescer de uma família. Quando se tenta conciliar a crise que se tem com os filhos que se quer, é inevitável mudar. Mudar tudo, desde a casa, à cidade, ao modo de viver e até de brincar. “A crise pode ser uma ocasião de repensar o que se gasta com as crianças, como se gasta e quando se gasta”, defende o pediatra Mário Cordeiro.

Sem Barbies e sem consolas
Carolina tem 16 meses e é a filha de Cristiani Oliveira, uma brasileira a residir em Portugal há mais de dez anos. “Diante de todos os meios electrónicos e prendas caras, sabe quais são os brinquedos e brincadeiras favoritas da minha filha? Bolas de sabão, correr no parque, brincar na beira do mar. Tudo grátis ou quase. (...) Ser pai em tempo de crise é difícil de facto para as classes mais baixas, quando há a preocupação de ter ou não pão na mesa todos os dias. Quanto à classe média, que é onde me incluo, custa-me ver o discurso ‘zero filhos’ ou ‘um filho’ quando a preocupação é se poderão ou não dar uma Playstation, as viagens mais caras, um consumismo desenfreado, etc.”, escreve a mãe de Carolina.
“Cresci sem Barbies, sem consolas, em escolas públicas, a andar de autocarro, a ir ao restaurante só em aniversários, a receber poucas prendas no Natal, a estimar e poupar os meu brinquedos, a partilhá-los com os meus cinco irmãos, a saltar para as poças de água de galochas, a fazer casas-na-árvore, a arrancar rabos às lagartixas. (...) Hoje tenho um filho e quero poder dar-lhe tudo! Tudo é também as poças, a chuva, os passeios no campo, os dias na praia, o sol, uma boa educação, escolas melhores, gente educada à sua volta, a lua e uma ou muitas voltas ao mundo!”, diz Joana Brandão, 35 anos, “actriz desempregada, casada — feliz, mãe de um filho de três anos e grávida de três meses”.
“Ainda bem”, reage Vanessa Cunha, vendo as vantagens de, “perante a adversidade, sermos capazes de repensar a forma de estar na vida”. “A nossa geração — que agora está a ter filhos — foi em grande parte educada com alguma facilidade no acesso ao consumo. Este pode ser um momento de reavaliação.” A socióloga insiste: “A crise não toca todas as famílias da mesma maneira.”
Assim, se uns vão prescindir de (ou adiar) uma viagem à Eurodisney, mudar de carro ou comprar uma casa maior, brincar numa poça de água em vez de comprar uma Playstation, outros terão de tomar opções bem mais difíceis. “Tenho 25 anos, sou licenciada em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, o curso pouco importa, o meu maior objectivo nesta vida era ser mãe”, começa Teresa Nascimento. O filho nasceu em Março de 2012. E agora? “É muito duro, todos os dias é uma luta constante”, conta. Teresa que ganha 560 euros por mês pelo trabalho especializado que faz “a preço de saldo” para um empresa. O marido ganha pouco mais do que isso. A renda é de 350 euros e, contabiliza, “a mensalidade da creche será de 180 euros”. E é então que, diz, “o engenho aguça”. “Nunca compramos Dodots, lavamos com água como antigamente, com panos turcos, não compramos comida feita, fazemos tudo, o nosso bebé nunca comeu uma farinha comprada (...). O meu marido passou a ir a pé da estação de Entrecampos até ao Saldanha para poupar no passe, eu deixei de beber cafés e de comprar um lanche na rua, levo marmita como as operárias de antigamente. Não fazemos férias e não compramos nada por impulso, nunca soubemos o que era o prazer de comprar alguma coisa só porque gostávamos dela. Fazemos a planificação do mês no mês anterior, aceitamos roupa de quem queira oferecer, tanto para nós como para o menino”, descreve.
Por coincidência, 20 minutos depois de recebermos o testemunho de Teresa Nascimento, chega o relato de César Medalha Pratas. As diferenças saltam à vista. “Eu e a minha mulher temos proveniências de famílias de classe média-alta. Crescemos com acesso a todo o tipo de bens e nunca passámos dificuldades sérias!”, conta o advogado, casado com uma psicóloga clínica. Ter um filho era um desejo com algum tempo e fazê-lo acontecer em 2012 é uma aventura. Também aqui houve mudanças, ainda que muito distantes da realidade de Teresa. “Sabíamos de antemão que iríamos fazer concessões ao nosso estilo de vida desafogado! E assim foi, fizemos um plano e temos de o cumprir, sob pena de vermos o crescimento do nosso filho complicado! Trocámos de casa, mas não para a casa que sonhávamos, teve de ser uma casa bem mais pequena do que a que tínhamos projectado. Deixámos de jantar fora três ou quatro vezes por semana, e as duas ou três vezes por ano que viajávamos para fora do país deixaram de existir...”
Emigrar e não emigrar
Emigrar também pode ser uma solução, dizem estes pais. E há quem já o tenha feito, quem esteja a pensar nisso e quem tenha encontrado um meio-termo. Rita Cabaço enviou o seu relato e o seu retrato de família: a mãe e o filho André (agora com dez meses) sentados num sofá e o pai... numa imagem digitalizada no computador. “Depois de engravidar, o meu namorado deixou de ter trabalho em Portugal e teve de emigrar. Passei o fim da gravidez sozinha e agora estou também sozinha a tomar conta do bebé que tem nove meses, o que é desgastante fisicamente e também emocionalmente”, conta. Mário Baptista entretanto voltou, mas como não consegue arranjar emprego pondera voltar a sair do país.
Nuno Frade escolheu uma estratégia diferente e optou por emigrar... sem ter de emigrar. Nuno, 34 anos, vivia na grande Lisboa onde um dia ficou desempregado. Há dois anos decidiu com a sua companheira Paula, de 30 anos, procurar “um cantinho com qualidade de vida” e criar um negócio próprio. “A Margarida nasceu a 14 de Setembro na Maternidade de Portalegre e foi registada em Marvão, uma das regiões mais desertificadas de Portugal.” Um lugar onde “as crianças são tratadas como tesouros” e onde Margarida não será mais um número, acredita os pais.
Os dados do Censos 2011, divulgados esta semana, mostram que em 2011 o número de núcleos familiares “casal com filhos” continuava a ser o predominante (mais de um milhão e 600 mil famílias com esta estrutura), mas menos do que em 2001 quando o valor ultrapassava um milhão e 700 mil. As famílias estão também mais pequenas, diz o Censos de 2011. Vanessa Cunha, que é a principal autora de uma investigação que concluiu que as famílias com filhos únicos poderão atingir um número recorde e tornar-se maioritárias na geração dos que estão entre os 30 e 40 anos, reforça esta tese. “Esta geração vai fazer as opções mínimas de parentalidade”, diz. E não é necessariamente porque querem. Muitas vezes o número de filhos que têm não coincide com os que gostariam de ter.
Nas histórias contadas pelos pais de 2012 não encontrámos retratos catastróficos — ainda que um pai de família tenha profetizado com uma certeza inabalável a chegada de uma III Guerra Mundial — nem vidas de fome e miséria nua e crua. As pessoas que tomaram esta decisão em 2012 e que estão a sofrer por causa disso não aparecem nestes testemunhos mas existem em Portugal. “Há pessoas que tiveram filhos e que estão numa situação terrível”, lamenta Karin Wall, que lembra que a taxa de risco de pobreza está muito acima da média nas famílias com desempregados, famílias numerosas (a partir de três filhos) e monoparentais. “Estas, definitivamente, precisam de apoio”, alerta.
E, por fim, uma certeza: se o PÚBLICO tivesse feito a pergunta ao contrário e procurasse as pessoas que, em 2012, abandonaram ou adiaram a decisão de ter um filho por causa da crise, a história a contar seria muito diferente. “Há muitas pessoas à espera de melhores dias”, diz a socióloga Vanessa Cunha. Karin Wall concorda: “Há pessoas que estão numa situação muito vulnerável e que vão esperar por melhores condições para ter o filho ou os filhos que querem.” Podem até ser mais do que os pais de 2012.
 
Leia mais na Revista 2 deste domingo, dia 25 de Novembro, ou na edição online exclusiva para assinantes."

Ultimo fim de semana "grávidos" :)



E para fechar em beleza estes perfeitos 9 meses, as fotos da barriga no nosso ultimo fim de semana "grávidos" e claro como 2 jovens irresponsáveis, que comem a horas indecentes e acordam quando lhes apetece... 

No próximo fim de semana já seremos pais e acho que ainda não demos conta que ver filmes e séries um dia inteiro só com pacotes de leite e croissants mistos como meio de subsistência serão coisas que não irão acontecer nos próximos... Vá... 35 anos...







Por cá continuamos com ausência de sintomas...

Filha, quarta-feira é já depois de amanhã... :D




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Habitua-te que não é fácil!



Filha, para te ires habituando ao nosso género e aos problemas existenciais que daí possam advir:



(Imagem da Web)


Isto acontece, no mínimo, umas 3 dezenas de vezes por dia...


--------------------------------------


Com esta espera toda o teu signo mudou também...


Serás portanto Sagitário :)


(Imagem da Web)






quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O que fazer se não esperar?



Continuamos sem sintomas que indiquem que queiras sair do quentinho da barriga.

O pai acha que nascerás no dia 26. Mas eu sei porque diz ele isso... Dia 26 é uma segunda-feira e ele pretende férias logo após o fim de semana AHAHAHAHAH

Continuo muito calma. Sei que dia 28 nascerás se até lá não te decidires e isso, por si só, já me conforta e liberta da ansiedade.

Também estou sem receios quanto ao parto e muito menos em tratar de ti, sinceramente.

Nunca pensei sentir-me tão segura nesta fase. Sei que daqui a 15 dias vou andar louca, cheia de medos e insegura mas por hora vou aproveitar este equilíbrio racional que me deixa assim a modos que em transe à tua espera :)

E aqui te aguardamos, sentadinhos...

Mas no sofá pois que não temos nenhuma cadeira azul :)


Morcheeba - Blue Chair




Oh... Que bem que sabe!

As boas notícias são recebidas logo de manhã :)

O peito até se enche de felicidade!!!







Mereces, minha querida!

Vai tudo correr bem!



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

40 semanas!!!

E pronto... Aqui estamos... À espera que te decidas...

Mas a mãe não está nervosa :)



Olha que já não há mais imagens destas para a semana, filha... Já as esgotámos todas!


A nossa barriga está assim:


Com estrias que a fazem lembrar uma Carta Militar à escala 1:25000 AHAHAHAHAH


Mas muito sinceramente isso não me aflige em nada! 

Pensava que ia ficar bem maior!!! Mas fico até feliz que tenhamos feito uma barriguita maneirinha que me faz ainda caber em alguns sítios apertados. Não consigo dobrar-me muito mas lá me vou safando...



O dia que não me parece que seja EHEHEHEH



Supostamente hoje seria o GRANDE DIA! 


Mas nem sinal de nada...


Uma dor de cabeça horrivel e uma vontade enormeeeeeee de dormir até não conseguir mais!


Olha filha, queres saber?


Deixa-te estar... De qualquer modo está frio cá fora!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Falta 1 dia... Diz o contador!



Apesar de não termos quaisquer sinais sem ser algumas moínhas e dores de costas há dias e dias, olhar para o contador deixa-nos de sorriso super rasgado :)










E tu, filhota, o que nos dizes?



Há coisas que não se fazem... :P



Abanar o teu pai, enquanto ele dormita descansado no sofá, e dizer-lhe na brincadeira "Mor, rebentaram-me as águas!!!" é algo hilariante de se ver AHAHAHAHAHAHAHAHAH




(Imagem da Web)







segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A música liberta-nos a mente :)





The Cure - Just Like Heaven




E hoje esta música transmite em muito o meu estado de espírito...


E é para vocês os dois :) Que fazem a minha vida parecer o sonho que sempre quis que fosse :)









domingo, 18 de novembro de 2012

Coisas cor-de-rosa :)




Para o teu cantinho...





----------------------------------------------






E o contador diz que faltam:



(Imagem da Web)


DIAS!





And it feels so good...


Sentadinhas é que estamos bem :)




E vestidas com as t'shirts do pai que as nossas já não nos servem eheheheh



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E as coisas vão-se mantendo...

Ontem foi dia de mais um CTG+Eco+Toque...

Oh filha... Nem desceste um bocadinho que fosse!!! Nadinha!

A boa notícia é que o liquido amniótico aumentou e eu só pensei "Boa! Agora então é que a miúda não sai do jacuzzi..."...

O CTG não evidenciou contracções pelo que estamos na mesma como há 15 dias.

Assim sendo se até dia 24 não nasceres, no dia 28 de manhã cedo darei entrada no Hospital e tu virás ao mundo por indução. E eu não queria nada um parto induzido.

Por isso, Eva, assim como te viraste de cabeça para baixo, faz mais uma vontadinha à mãe e nasce por ti, filha!


---------------------------------


Ontem depois de sairmos do hospital fiquei cheia de dores como as que tive às 13/14 semanas e pensei que era hora mas as ditas acalmaram. De seguida e como tinha de me apresentar a uma Junta Médica ainda pensei que me rebentassem as águas na sala de espera com o stress em que estava de ali estar fechada a aguardar a minha vez - sendo que não tive prioridade pois tinham-me alterado o dia quase por favor para coincidir com a ida ao CTG. Mas nada aconteceu e os senhores lá se safaram de me ver parir...

Esta noite tive imensas dores também e estou de pé desde as 5 e 30 da manhã. Exausta porque tenho sono mas de mais para conseguir adormecer... 

O meu corpo estala por todo o lado... Parecem pipocas no microondas...

(Imagem da Web)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

39 semanas... O tempo é supersónico!


Até ficamos com o coração aos pulinhos :)











Oh a Lua Cheia...

Apesar das dores que tive, má disposição e torce/contorce que foi aqui dentro que me deixou sem saber se me sentava, se andava de pé ou me deitava, deves achar que a Lua Cheia é para seres nhó-nhós tipo lobisomens, vampiros, bruxas e afins... 

Pelo que nascer? Nah! Isso é para os apressados! Eu só prego sustinhos :)



(Imagem da Web)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Oh que bela tarde!

Hoje chegou um novo livro para a mãe :)

Por isso a nossa tarde será assim:



+


+ 


E o resultado desta soma espero que seja este:


(Todas as imagens retiradas da Web)








segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Há que nos mantermos actualizados...

O teu pai, num destes dias, chegou perto de mim e ofereceu-me um tazo como este que aqui se apresenta, desta mesma colecção.


(Imagem da Web)

(Detalhe)



Nele podia-se ler:

+ 6 Trapalhice
+ 3 Energia
+ 3 Esperteza

No fim, muito sorridente, diz-me:


- Amor, agora já podes fazer um upgrade...





sábado, 10 de novembro de 2012

As amas perfeitas :)



Estou tão ansiosa que estes dias cheguem e que tenhas as amas de 4 patas de volta de ti... <3 <3 <3 <3 <3



(Imagem da Web)

E esta imagem é daquelas que têm anos na internet e eu de cada vez que me deparo com ela não deixo de sorrir... Não porque somos donos de um boxer mas porque sabemos que é mesmo assim...





quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

38 SEMANAS!!!

Minha linda filha, chegámos às 38 semanas! 

Oh! Que sonho!







Apesar de todas as maleitas, das dores, da malvada ciática, das cólicas, mudanças de humor, cansaço, tem sido uma viagem inesquecível contigo. Estas 38 semanas fomos companheiras 24h por dia e fizemos parte uma da outra com o papá sempre presente para receber um pontapé, ouvir o teu coraçãozinho, rir ao ver o meu esgar e arregalar de olhos quando me enfias um pé nas costelas e apoiar em tudo o que precisei/precisámos aliviando toda e qualquer dor às vezes só com um abraço ou aconchegar de almofada nas costas. O nosso melhor amigo :)

Começou a contagem decrescente para te ter e partilhar com todos os que te aguardam. O viver a 3. O revirar o mundo para torná-lo melhor por ti e para ti sabendo que nunca chega, nunca chegará... Oh tanto que vamos querer evitar. De tanto que vamos te querer proteger sem saber como. E tu, tantas vezes sem medo, vais equilibrar-te num trapézio e rires com a inconsciência... Irás chorar, far-te-ão sofrer e nós, por vezes, só te poderemos dar armas psicológicas e educativas para que te possas defender, um abrigo quente e um abraço.

Quando o cordão for cortado, queremos que sejas o que quiseres ser, como quiseres ser. Queremos que simplesmente sejas feliz com as tuas escolhas, respeitando sempre o próximo, mas seguindo o teu rumo. Que saibas que estamos sempre cá para ti a que horas for, quando precisares, querendo apenas saber-te bem em troca.

Oh Eva... 

Estás tão grande, filha... E ainda nem nasceste!





terça-feira, 6 de novembro de 2012

Upa!!!

Uma grande correntinha para a Katy que está a precisar aqui!

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Tudo estará bem e não passará de um susto mas enviar correntinha positiva para esta gravidinha assustada não custa nada! 

E assim começamos a sofrer pelos nossos filhos para todo o sempre...

Beijocas, linda!

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Nós por cá...



domingo, 4 de novembro de 2012

Mais uns miminhos de "tios" babados! ♥♥

Os nossos lindos amigos A. e P. vieram hoje tomar cafézinho connosco trazendo uma prenda linda para ti.

Acho que com tanto mimo vais andar mal habituada!!!




Pena que foi um café rápido :( Ficou a promessa de virem cá jantar assim que nasceres!

Dessa não se escapam! Nem de te mudarem, no mínimo, uma fralda malcheirosa AH AH AH

A ver se para o ano somos nós a oferecer miminhos destes em cor-de-rosa ou azul ;)






quinta-feira, 1 de novembro de 2012