segunda-feira, 4 de março de 2013

Mitos sobre a amamentação ///// Doação de leite


E por falar nisso deixo aqui alguns mitos sobre o aleitamento materno.

Foram retirados do blog Aqui Há Bebé (podem ver o post aqui)

Mitos sobre Aleitamento Materno


Mito: O leite da mãe pode ser "fraco"
Realidade: O leite materno nunca é fraco! A sua composição tem exactamente todos os nutrientes necessários para um excelente crescimento e desenvolvimento do bebé, pelo menos, até aos seis meses de idade. Pensa-se que este mito se gerou devido ao facto do leite materno não ter uma aparência tão “rica” ou cremosa quanto o leite de vaca. No entanto, os nossos bebés também não são bezerros, não é verdade?

Mito: O meu leite é “aguado”
Realidade: Nos primeiros dias após o nascimento do bebé o nosso peito apenas produzirá o chamado colostro. É um líquido amarelo, transparente, levemente salgado e com aparência “aguada”. No entanto tem um grande valor nutritivo e transmite ao bebé anticorpos da mãe, protegendo-o contra algumas doenças. Depois de alguns dias o colostro vai alterando a sua aparência e tornando-se mais opaco, até chegar ao leite materno, que é definitivo.

No entanto, o leite definitivo não tem a mesma composição do início ao fim de uma mamada. O primeiro leite que sai da mama é um leite com uma aparência um pouco mais “aguada” que se destina, essencialmente, a saciar a sede do bebé. O chamado “leite posterior” já tem uma aparência mais cremosa e é mais rico em gordura e calorias. É por isso que muitos técnicos de amamentação defendem que se deve por o bebé a mamar apenas numa mama em cada mamada. Assim, certifica-mo-nos que ele recebe sempre o leite “posterior”.


Mito: O meu peito não consegue produzir leite suficiente para o meu filho
Realidade: A esmagadora maioria das mulheres é capaz de produzir leite suficiente para o seu bebé.

Os equívocos normalmente produzem-se porque o nosso organismo não é capaz de “adivinhar” a quantidade de leite de que o nosso bebé precisa (diferentes bebés podem ter diferentes necessidades). Deste modo, para “ensinar” ao peito qual a quantidade de leite que o bebé precisa temos que o deixar mamar sempre que ele pede (regime livre). As mães que amamentam “a pedido” raramente têm problemas com a produção de leite.

Se obrigarmos o nosso bebé a mamar sempre, somente de três em três horas (ainda que ele dê sinais de fome antes) estamos a “dizer” às nossas mamas para não produzirem mais leite!


Mito: Se der uma mamada “extra” ao meu bebé fico com menos leite para mais tarde
Realidade: Lembre-se: a produção de leite materno é baseada na lei da oferta e da procura. Como tal, quanto mais o bebé mamar, mais leite a mãe terá.

O organismo de uma mãe que amamenta está sempre a produzir leite. Quanto mais vazia está a mama, mais rápido o corpo trabalhará para reabastecê-la. Quanto mais cheia está a mama, mais lenta será a produção de leite. Se uma mãe espera sistematicamente que suas mamas encham antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está a produzir leite a mais e, por isso reduz a sua produção.

Mito: Às vezes os bebés usam o peito da mãe como chucha
Realidade: Isso não é verdade. O contrário talvez seja mais correcto: as chuchas foram desenhadas tendo por ideia base o peito materno e por vezes são usadas para tentar substituí-lo.
Se o seu bebé parece querer passar muito tempo ao peito isso também pode acontecer por necessidade de proximidade. A mama da mãe não significa apenas alimento, mas também protecção, calor e afecto. Muitos bebés também mamam quando têm medo, quando se sentem sós ou quando sentem alguma dor. Não há qualquer problema se isso acontecer. Não é o tempo que o bebé está ao peito que causa mamilos doridos ou gretas mas sim uma pega incorrecta.


Mito: Se a mãe fez cesariana, certamente não conseguirá amamentar
Realidade: É sempre possível amamentar, mesmo tendo feito uma cesariana. Aquilo a que se terá de ter atenção, neste caso, é procurar uma posição mais confortável devido à costura. Também é normal que a subida do leite demore um pouco mais do que no caso de parto normal (de cinco a seis dias). Até lá é recomendável que a mãe ponha o bebé a mamar muitas vezes para estimular a produção.


Mito: Uma mulher com mamas pequenas produzirá menos leite
Realidade: O tamanho do peito não interfere com a produção de leite.


Mito: Se a mulher ficar com os seios ingurgitados ou com uma mastite deve parar de amamentar
Realidade: Pelo contrário. Estes problemas surgem devido ao leite que se encontra retido na mama. Quanto mais deixar o bebé mamar na mama afectada, mais facilmente resolverá as dificulades.


Mito: Quando a mulher tem uma fraca produção de leite, geralmente é devido ao stress, ao cansaço ou má alimentação.
Realidade: Apesar do stress, o cansaço e a má alimentação em nada ajudarem ao animo e à confiança, tão necessários à mulher que amamenta, não são estes os factores causadores de uma baixa produção de leite.

As causas mais frequentes para uma produção de leite deficiente têm a ver com uma pega incorrecta e/ou mamadas pouco frequentes. O Stress e o cansaço poderão dificultar o reflexo de ejecção do leite (o leite pode ter dificuldade em fluir para fora da mama). No entanto, assim que a mãe consiga descontraír um pouco, essa dificuldade desaparece imediatamente.


Mito: As mães que amamentam devem oferecer sempre ambas as mamas em cada mamada
Realidade: É muito mais importante deixar que o bebé termine de mamar no primeiro lado antes de oferecer o segundo, ainda que isso signifique que ele vá recusar o segundo lado. O último leite (que contém mais calorias) obtém-se gradualmente conforme a mama vai esvaziando. Se trocar de mama prematuramente, o bebé mamará apenas o primeiro leite, mais baixo em calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Como resultado, o bebé não se sentirá tão saciado.

Excepcionalmente, durante as primeiras semanas, a mãe pode oferecer ambas as mamas em cada mamada para ajudar a estabelecer o fornecimento de leite.


Mito: O bebé deve mamar sempre de 3 em 3 ou 4 em 4 horas
Realidade: Os bebés amamentados digerem o leite mais rapidamente que aqueles alimentados com biberon: aproximadamente uma hora e meia em vez de até quatro horas.

Isto deve-se ao facto de as moléculas de proteínas que compõem o leite materno terem um tamanho muito menor. Ainda que a quantidade de leite consumido seja um dos factores que determina a frequência das mamadas, o tipo de leite é de igual importância. Estudos antropológicos dos leites produzidos pelos diversos tipos de mamíferos confirmam que os bebés humanos estão preparados para receber alimento com frequência e que assim tem sido feito através da história.

Mito: O bebé não deve estar ao peito mais do que 20 (ou 15, ou 10...) minutos em cada lado.
Realidade: Cada bebé tem o seu ritmo e hoje em dia não se aconselha tirar o bebé do peito antes dele terminar (o que deve acontecer quando ele largar espontaneamente a mama ou adormecer). Às vezes deixamos de ouvir o bebé engolir e ele continua a mamar. Isso acontece porque há bebés mais carentes que gostam da sensação de estar no peito da mãe. Não há qualquer problema se isso acontecer. Não é o facto de estar muito tempo ao peito que causa gretas mas sim um mau posicionamento ou uma pega incorrecta.

Também há casos em que o bebé demora demasiado tempo a mamar porque não está a mamar eficazmente! Aí é necessário procurar ajuda e corrigir a pega.

Mito: A amamentação prolongada não tem qualquer valor, já que a qualidade do leite materno começa a diminuir a partir dos seis meses de vida
Realidade: A composição do leite materno muda de acordo com as necessidades do bebé conforme este vai crescendo. Mesmo quando o bebé já é capaz de receber outro tipo de alimento, o leite materno é a sua fonte principal de nutrição durante o primeiro ano. Apenas se converte em “complemento” no segundo ano de vida.

Por outro lado, e visto que o sistema imunológico do bebé demora entre dois e seis anos a amadurecer, o leite materno continua a fornecer anticorpos enquanto durar a amamentação.

Investigações recentes mostram que o leite materno é mais rico em gordura e energia depois de um ano de amamentação: contém quase 12% mais calorias que o leite de uma mãe de um recém-nascido. Ocorre o mesmo com os factores protectores.

Mito: os leites artificiais actuais são practicamente tão bons como o leite materno.
Realidade: Os leites artificiais apenas são superficialmente semelhantes ao leite materno. Os leites artificiais não contêm anticorpos, não contêm células vivas, enzimas nem hormonas. Por outro lado contêm muito mais alumínio, magnésio, ferro e proteínas. O leite artificial não varia a sua composição do início para o fim da mamada, nem ao longo do crescimento do bebé.

Mito: Se o bebé tiver diarreia deve-se parar a amamentação.
Realidade: o leite materno é o melhor alimento que pode dar a um bebé com um problema/infecção intestinal.

Mito: Amamentar deixa o peito flácido e descaído
Realidade: Amamentar não deixa o peito flácido ou descaído. O que o pode fazer são as variações bruscas de peso que podem ocorrer durante a gravidez.

Mito: É normal que amamentar doa
Realidade: Embora possa haver mães cuja pele seja mais sensível, o normal é que a sensação de "dorido" passe ao fim de poucos dias. Se subsistir ao ponto da mãe pensar em desistir da amamentação, normalmente é sinal de que algo não está bem. Nestes casos é frequente que o bebé não esteja a fazer uma boa pega e deve procurar-se ajuda especializada.
Fontes:
http://www.breastfeeding.com/
http://www.llli.org/
http://www.amigasdoparto.org.br/



Achei um artigo super interessante e que pode elucidar bastante na hora em que temos mais dúvidas.

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Entretanto para as mamãs que querem e podem doar leite encontrei uma página no Facebook que pessoalmente, acho que deveria ter mais partilhas e claro, ser mais divulgada!

(Imagem da Web)


Aqui está ela e o site internacional também!

No site cliquem em "community pages" e encontrarão os continentes com os países onde decorrem as iniciativas. Ao clicarem nos países serão redireccionados para as páginas de Facebook correspondentes.


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Sei que me posso tornar chata e obcecada com o tema "amamentação" mas acreditem que poucas ajudas tive para continuar a amamentar (tirando o marido que me apoiou sempre e teve imensa paciência quando mais desesperei) e se puder ajudar outras mamãs a não desistirem, ajudá-las-ei! Porque é tão bom!












4 comentários:

Katy disse...

Vou já fazer gosto na página!
Há muita pouca informação sobre o aleitamento hoje em dia, sem ser pela internet. É uma pena..

Pobre(o)Tanas disse...

Infelizmente até as nossas mães e avós eram enganadas!

Leonor disse...

Muito interessante de facto...
Olha querida propus-te um desafio no meu blog, vê e participa ehhe beijocas

Pobre(o)Tanas disse...

Obrigada, Leonor!

Aiiii vou já cuscar!!! :D Beijoca!